Um passo adiante
Para compreender com mais clareza os pontos que vamos considerar a seguir, lhe convidamos a dar uma olhada neste artigo: “Uma era onde nunca foi tão importante assinar o que se fala”. E se ainda não conhece o VeriCreator Sign seria interessante ler sobre essa ferramenta para que esse artigo faça mais sentido para você.
Há fortes motivos para acreditar na importância de um criador poder assinar seu conteúdo antes de divulgá-lo. Da mesma forma, poder verificar sua autenticidade independentemente da plataforma onde ele esteja sendo consumido acompanha naturalmente o modo como produzimos e distribuímos conteúdo na internet moderna. Porém, queremos dar um passo adiante. Para um criador de conteúdo sério e profissional, não importa apenas provar que determinado vídeo é genuíno. Em muitos casos, também importa saber onde ele autorizou que esse conteúdo fosse distribuído.
Um selo de autenticidade de um canal responde muito bem a duas perguntas: “Este canal realmente pertence a quem afirma pertencer?”, e "Esse é o canal pelo qual o criador decidiu divulgar seu conteúdo?". Quem acessa um canal oficial não tem dúvida que o video é verdadeiro e que o canal é o meio pelo qual o criador desejava atingir seu publico. O problema é que o conteúdo empresta essa autoridade e autorização do ambiente onde foi publicado. Quando o vídeo sai dali, essa garantia fica para trás. Se alguém encontra o mesmo vídeo em outro canal, em outra plataforma ou compartilhado por um terceiro, o selo do canal original já não está presente para ajudá-lo. O vídeo viajou. A autoridade do recipiente não viajou com ele.
Poderíamos simplesmente aconselhar o público: “Confie apenas no canal oficial do criador.” Parece razoável, mas isso ignoraria a própria maneira como a internet funciona. Conteúdos são legitimamente compartilhados por agências, marcas, veículos de imprensa, parceiros comerciais, outras plataformas e até mesmo por pessoas que simplesmente desejam divulgá-los. Muitas vezes o próprio criador quer que isso aconteça. Portanto, o problema não é impedir que o conteúdo viaje. O problema é permitir que a autoridade do criador acompanhe essa viagem. E aqui surge uma distinção importante: um conteúdo pode ser genuíno e, ainda assim, estar sendo distribuído em um lugar onde seu criador nunca autorizou sua publicação.
A circulação da obra
Quais são as implicações?
Pense em um criador que grava um vídeo para seus seguidores e o publica em seu canal oficial. Algum tempo depois, uma pessoa bem-intencionada que mora em outro país baixa esse vídeo e o republica em outra plataforma. Nenhum golpe foi aplicado. Nenhuma alteração foi produzida. O vídeo sequer precisa ter sido adulterado. Mesmo assim, alguns problemas podem surgir. A cópia pode acumular audiência e receita fora do ambiente do criador. Pessoas podem começar a acompanhar perfis terceiros sem saber qual é a fonte oficial. Título, descrição, data, observações e outras informações importantes podem desaparecer. Uma versão antiga pode continuar circulando depois que o criador publicou uma correção. Um conteúdo comercial pode surgir em um ambiente ou campanha que nunca recebeu sua aprovação. E o vídeo pode acabar associado a marcas, comunidades ou contextos completamente diferentes daqueles pretendidos pelo autor.
Outro fator importante é que na economia dos criadores, a plataforma não é apenas uma prateleira onde um vídeo fica hospedado. Muitas vezes ela também faz parte do modelo de monetização, da estratégia de audiência, dos dados consumidos pelo criador, de contratos comerciais e da construção de sua comunidade. Todos os fatores considerados até aqui mostram que o meio pelo qual o conteúdo é distribuido pode interferir no modelo de negócio do criador. Mas aí esbarramos em um problema muito humano: Não podemos construir a internet partindo da premissa de que seremos capazes de impedir cada cópia, cada reupload ou cada tentativa de uso indevido de um conteúdo. Então mudamos a pergunta.
A proposta
A solução: VeriCreator Channel Check
Pense em um auditor encarregado de identificar cédulas falsas. Seria pouco eficiente tentar conhecer previamente todas as falsificações possíveis, todos os falsificadores e todas as técnicas que poderiam ser utilizadas. Muito mais assertivo seria conhecer profundamente as características que permitem reconhecer uma cédula legítima. A partir daí, aquilo que não corresponde à referência oficial torna-se muito mais fácil de identificar. Ademais, o valor instriseco em uma cédula de dinheiro é conferido pelo governo que o emitiu. Em outras palavras, a cédula possivelmente não tem o mesmo valor fora do seu território. A mesma lógica pode ser aplicada à circulação de conteúdo. O objetivo não é construir uma barreira capaz de impedir que alguém publique determinado vídeo em outro lugar. O objetivo é permitir que o criador estabeleça previamente onde sua obra está autorizada a circular, transformando essa autorização em uma informação verificável.
Uma pessoa que encontrasse um video sem adulterações em uma plataforam diferente da autorizada pelo criador poderia receber as seguintes confirmações: “Esta obra corresponde ao conteúdo declarado pelo criador.” e “Este perfil não consta entre os locais autorizados para distribuir esta obra.” Perceba a diferença. Não estamos dizendo que o vídeo é falso. Também não estamos necessariamente dizendo que quem o publicou praticou fraude, agiu de má-fé ou cometeu alguma ilegalidade. Estamos apenas eliminando uma ambiguidade: aquela publicação possui ou não a autoridade do criador?
Essa informação aparentemente simples possui diversas aplicações práticas. Um seguidor pode descobrir quais são os canais reconhecidos pelo criador. Uma marca pode verificar se determinado conteúdo realmente faz parte de uma campanha. Uma agência pode confirmar se um parceiro está autorizado a republicar determinada obra. E o próprio criador pode receber sinais de que seu conteúdo está circulando fora dos ambientes que havia definido e decidir o que deseja fazer a respeito.
Naturalmente, o VeriCreator Channel Check não recupera automaticamente receitas obtidas por terceiros, não remove conteúdos de outras plataformas e não transforma toda publicação fora de uma política registrada em um ato ilegal. Essas decisões continuam pertencendo às plataformas, aos contratos e, quando necessário, ao campo jurídico. O VeriCreator Channel Check atua antes disso. Ele procura estabelecer uma referência clara e verificável sobre o que o criador publicou, o que continua correspondendo à sua obra e onde ele declarou autorizar sua circulação. Ademais fornece insumo ao criador, para que a partir dos videos verificados por sua audiência, possa identificar repostages ou distribuição em canais indevidos.
Voltamos, assim, à premissa que acompanha todo este artigo. Não precisamos controlar todos os canais pelos quais o conteúdo poderá passar. Precisamos conseguir reconhecer o conteúdo independentemente do recipiente — e preservar, durante essa viagem, sua ligação com a autoridade que o criou. O conteúdo pode continuar livre para viajar. A autoridade de quem o criou não precisa ficar para trás.